HISTÓRIA DA CANOAGEM EM PORTUGAL

A Historia da Canoagem em Portugal remonta ao início do Século XX. Começando por ser usada para passeios, transporte de pessoas, em praias para actividades de veraneio ou algumas aventuras como as descidas de rios. As primeiras embarcações foram trazidas por estrangeiros e desde cedo aguçaram a curiosidade nos canoístas portugueses, levando a que alguns se aventurassem na construção de réplicas destes kayaks.
Esta modalidade rapidamente iniciou a sua expansão no nosso país, aliciando a população portuguesa na generalidade. Tal expansão iniciou-se com a chegada dos KAYAKs a Aveiro trazidos pelos pescadores de Bacalhau, bem como com os KAYAKs desmontáveis que chegaram a Portugal através dos Alemães, impulsionando assim a prática desta modalidade.
Foi então, que em meados de 1935 surgiram no Rio Leça, locais de aluguer de Canoas. Ainda no mesmo ano os Espanhóis começaram a efectuar descidas regulares no Rio Douro. E desde então, foram criados Centros de Actividades Juvenis (pela mocidade portuguesa) que proporcionavam a todos os jovens, inclusive os não estudantes, a prática da Canoagem.
Rapidamente a Canoagem aliciou a população portuguesa, tornando-se cada vez mais popular, o que se espelhou no aumento do número de atletas e, consequentemente na evolução da exigência técnica dos treinos, dando origem à primeira revolução técnica e metodológica no ano de 1969. Surgiram aí os primeiros contactos Internacionais e os primeiros KAYAKs olímpicos.
Em 1976 foi criada a Direcção Geral de Desportos e nascia em Vila do Conde a Escola de Canoagem.
A bela cidade de Vila de Conde foi, e tem sido ao longo da história da Canoagem, palco de importantes valores para esta modalidade, não só a nível de resultados desportivos nacionais e internacionais, mas também com a presença da sede do melhor construtor de KAYAKs do Mundo (fornecedor das principais Selecções Mundiais), Manuel Ramos, fundador da empresa NELO, que seguramente foi quem mais contribuiu para a expansão Nacional e Internacional da Canoagem. Contudo, Manuel Ramos não marca a história da Canoagem em Vila do Conde apenas com a sua empresa de construção de barcos, mas também como atleta, alcançando várias vezes o título de Campeão Nacional.
Foi também em Vila do Conde, a 10 de Março de 1979, que nasceu a Federação Portuguesa de Canoagem.
 

HISTÓRIA DA CANOAGEM EM VILA DO CONDE

Em 1905, altura em que o Rio Ave assumia um papel preponderante em Vila do Conde, que foi fundado o Clube Fluvial Vilacondense, nascido do desejo de praticar desportos náuticos.
A Secção de Canoagem do Clube Fluvial Vilacondense foi criada em 1977 e tem vindo, desde então, a desenvolver-se intensamente legitimada pela extensa lista de pódios conquistados pelos atletas da modalidade, entre os quais se destacam os nomes de Ivone Oliveira (1º título nacional da canoagem no CFV), José Garcia que honrou Vila do Conde e Portugal nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 (10º lugar), em Barcelona no ano de 1992 (6º lugar – melhor classificação portuguesa em Jogos Olímpicos até à data) e Atlanta em 1996. Mais recentemente, José Ramalho volta a expandir as fronteiras de Vila do Conde e Portugal ao alcançar os títulos de Vice - Campeão da Europa e a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Maratona (aquele que foi considerado o melhor Campeonato do Mundo até à época).
Os numerosos pódios desta secção repartem-se entre Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa, Taças do Mundo, Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal e Campeonatos Regionais.
Salienta-se ainda o excelente e profícuo trabalho desenvolvido ao nível do Desporto Escolar, através do qual a Canoagem do CFV tem vindo a aliciar novos adeptos formando cada vez mais jovens atletas.
Actualmente, a Secção de Canoagem tem assumido um papel activo no Clube, organizando acções de Solidariedade Social, nomeadamente ao ajudar a instituição Acreditar na época de Natal com a acção: “A Canoagem Ajuda a Acreditar!”. É também, pelo segundo ano consecutivo, que organiza um Sardinhada São Joanina com a “Tasquinha da Canoagem”, com vista a angariar fundos para a compra de materiais para a secção (barcos, pagais, etc…), entre outras actividades ao longo das épocas, tornando-se uma das secções mais activas do Clube.
É a pensar no futuro e nestas gerações vindouras de atletas que a secção organiza este tipo de eventos, no sentido de angariar fundos para o desenvolvimento da secção, de forma a optimizar a prática desportiva dos actuais atletas e a garantir o futuro da modalidade no Clube Fluvial Vilacondense.
Porque os recursos são poucos mas o desejo é muito, a união e sacrifício de todos, dos mais jovens aos mais sábios, é a chave do nosso sucesso!

 

 

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